Menu e Textos Alma das Flores
Banner

Cadastre-se e receba newsletter

    

 

 

Num determinado momento do aqui e agora: a distinção entre o existente na nossa realidade; o possível de existir, caso se faça isto ou aquilo outro; e o inexistente. Saudável percepção, sem ilusões, inverdades e sofrimentos vãos. Uma verdade existencial: a realidade é mutável, impermanente, e depende de inúmeros fatores. O que não pode faltar em um caminho escolhido: amor e amor próprio.

 

  
 


 

 

 

Gita Vahini, Tempo de Vida, e os dias de Sol na Lua Crescente e Cheia

 


 

Gita Vahini, Tempo de Vida, e os dias de Sol na Lua Crescente e Cheia

 

Texto de astrologia e espiritualidade 

 

Rosana Uchôa

26/12/2012

 

 

Durante anos tenho estudado o livro Gita Vahini, autoria de Sri Sathya Sai Baba,  interpretação essencial do Bhagavad-Gita de Krishna, mestre Avatar, incluindo as circunstâncias da história de um povo oprimido pelo mau uso do poder político e econômico, e Arjuna, um devoto aprendiz, general diplomata em aprimoramento e crise existencial, nascido na casta dos guerreiros (da LUZ), sendo um kshatriya (militar), traduzido pelo devoto professor Hermógenes, da Hatha Yoga. As canções do Senhor, os versos do Bhagavad-Gita, estão entre nós há cinco mil anos.  Procedência: Índia - Sagrada Escritura do Hinduísmo.

Na época do lançamento, final da década de 90, o professor mencionou para mim ter levado anos para traduzir o livro do sânscrito e do inglês para o português e ter sido bastante trabalhoso para ele, por se tratar de uma tradução difícil, repleta de rodapés, não sendo possível a tradução literal do sânscrito. Uma única palavra em sânscrito precisa ser explicada (em frases, parágrafos). O número de anos necessários ele falou, mas agora não recordo, três ou cinco anos de trabalho dedicado na forma de serviço devocional, trabalho voluntário. Sem conhecer o conteúdo do livro, sabia que estava recebendo uma preciosidade do professor.  

MANTRA HARE KRISHNA: 

Hare Krishna Hare Krishna

Krishna Krishna Hare Hare

Hare Rama Hare Rama

Rama Rama Hare Hare

Livros assim são escritos para a gente estudar a vida inteira e ter sempre tanto a aprender, que uma única encarnação é pouco, dependendo da disciplina, da dedicação na leitura de livros espirituais complexos e principalmente na prática dia a dia, certamente os momentos mais difíceis. Bem, o livro está hoje na estante em Curitiba.  Mas não é livro só da estante, porque li bem devagarzinho várias vezes e de vez em quando leio um pouco mais por gosto. Trouxe uns, entre os quais certamente o Bhagavad-Gita dos Hare Krishna. Ano passado trouxe também o Gita Vahini. Dúvida cruel entre a estante e o espaço espiritual das malas. Em 2011 veio ao Rio a panela elétrica de arroz (integral) e leguminosas com vaporeira em cima, destinada aos legumes e verduras, na mesma cadeira leito do ônibus. Em cinquenta minutos bem temperados, e sem preocupações constantes com o elemento fogo, está pronta uma de minhas garantias de sobrevivência nesse mundo. Hoje tenho duas panelas de arroz: uma no Rio de Janeiro e outra no Paraná.  

Infelizmente sou ignorante da Bíblia. Estou lendo e estudando de uns tempos pra cá. De origem católica, leio o Evangelho de Jesus Cristo desde os oito anos de idade. Isso não quer dizer que conheça, não. Quer dizer que busco aprender e recorro a Deus, todos os dias nos pensamentos, não necessariamente através da leitura, nos dias felizes e infelizes, nos dias das boas ações, com mais ou menos erros e aprimoramentos de ordem espiritual.  Esta é a minha fé: devoção a Deus. Algumas coisas boas não mudam nunca: melhoram. Melhorar faz parte do percurso dos seres, sem exceções. Estou começando este texto partindo do princípio que busco e penso em Deus todos os dias, uma boa semente na mente.  

No Gita Vahini há duas ou três páginas astrológicas que versam a respeito do dia do desencarne. Em suma, o desenlace físico para o espírito quando a Lua está em sua fase crescente e cheia: ótimo, subindo a alma às esferas superiores do astral. Lua nova e minguante: ruim. A alma na escuridão. Segundo ponto: o desencarne ocorrer durante o dia e não à noite: ótimo, subindo às esferas superiores do astral. No local ser dia de sol claro sem nuvens: ótimo, subindo. Dia de chuva: ruim. Quanto menos nuvem no céu e o céu mais claro, melhor para a passagem.  

Alguém poderia questionar, pois o corpo físico de Jesus morreu num dia de tempestade, sendo fato notório. Sim, tempestade nossa, da humanidade planetária, e não Dele, sendo diferente os motivos e as circunstâncias da morte... Jesus Cristo é Jesus Cristo, o filho de Deus iluminado, misericordioso, uma Encarnação Divina, um Avatar. Por um lado somos todos filhos de Deus e nesse sentido somos considerados irmãos de Jesus, muito jovens, pequenininhos, e, por outro lado podemos ser considerados filhos de Jesus: um mestre e Seus aprendizes, filhos bem jovens do mestre, Suas crianças. "Vinde a mim as crianças". Ele queria incentivar a manutenção do bom existente das crianças nos adultos, apreciando a espontaneidade, a verdade, a pureza, a disponibilidade ao aprendizado, o carinho, a alegria, o entusiasmo e a inocência das crianças, e pronto! Não está no Gita Vahini, mas pode ter acontecido assim: Por três dias Jesus desceu para subir aos céus no terceiro dia. Segundo meu entendimento, reencarnacionista, enquanto o corpo de Jesus permaneceu na matéria, o mestre desceu para posterior ascensão, resgatando, aliviando, curando e iluminando as almas, como e quantos quis durante três dias, descendo ao mundo dos mortos, purgatórios e infernos, segundo a Vontade de Deus, ajudando a almas aflitas antes de subir. Do mesmo modo que Jesus, um Iluminado, nasceu longe do reino dos Céus nesse mundo de nós aqui, para nos ensinar, aliviar e curar, mesmo sem karma nenhum, sem nenhum pecado original ou dívida na Justiça Divina, sofrendo não por Ele, mas por nossos atos e nível de consciência: “Meu reino não é deste mundo”, para resgatar todos nós e eles também, os pecadores e ignorantes, sofrendo por todos em obediência a Deus, e considerando esta uma ótima causa. “No reino de Deus há muitas moradas”, Ele disse. Jesus vai para as moradas que Ele se referiu, aonde quer, quando quer, sempre consciente, lúcido, sempre vivo e forte. O sofrimento atinge a gente de uma forma que para Ele não é sofrimento, porque não o atinge.  Deus é bom e quer a nossa felicidade, sem sofrimentos desnecessários para aprendizados já aprendidos.  

Sob o ponto de vista do Gita, desencarnar o corpo físico na Lua crescente numa manhã ensolarada: uma alma subindo para o Céu, o astral superior, caso se prefira, mas querendo dizer o mesmo em termos análogos, saindo e se despindo do corpo na luz crescente para renascer na luz. Esta é uma verdade espiritual astrológica das antigas e atuais escrituras védicas. Numa próxima vida, os seres ainda sujeitos ao ciclos de nascimentos e mortes da roda das encarnações recebem uma nova vestimenta física e condições adequadas aos futuros desenvolvimentos.  

Pensamentos com sentimentos e sensação boa, de amor, paz, carinho, satisfação, sorriso e bem-estar. Agora estou prestando testemunho do Gita Vahini de Sai Baba. As mães nas suas atitudes exemplificam o amor, a compreensão, a proteção, a segurança, a bondade, o carinho, o perdão, a sabedoria, a força do ensino a nós filhos e filhas, por exemplo, símbolos e aspectos da Mãe Divina. A Lua na astrologia representa a mãe, por exemplo. Devo confessar que também pensei no desencarne de santa senhora nesta e na semana passada, inclusive na manhã de natal ao cantar para Maria, Nossa Senhora, e tantos irmãos, filhos de Maria e de José, concebidos (compreendidos) como irmãos, num sentido espiritual, sem pecado nenhum. Maria é aquela Mãe que concebe sem pecados, sendo imaculada e pura. Sem pecado a concepção de Maria, porque Deus, a meu ver interpretativo, por exemplo, não peca ao considerar a Sua afirmativa por intermédio de Jesus, Seu filho amado: Todos os filhos de Deus são irmãos. E “amai-vos uns aos outros assim como Vosso Pai que está no Céu vos ama”.  Simples quando a gente não complica e nem interpreta mal, distorcendo palavras para atribuir significados errados ou equivocados mediante concepções fora do centro do coração de cada um.  

Faz poucos dias escrevi que os hinduístas se vestem de branco no dia da passagem da alma. Sempre existimos e existiremos em alguma região, algum local do Universo: aqui, lá ou acolá, de acordo com a Vontade de Deus. De vez em quando viajamos e deixamos recordações, saudades (ou não, né!). Depende de quem vai e também de quem fica. Existe todo tipo de ficantes e de viajantes. Ouvi dizer sobre a palavra saudade, que não há tradução exata nos idiomas, porque só existe na língua portuguesa. Palavra de tão amplo significado, que uma página inteira, um livro até, não descreveria aos estrangeiros os sentimentos, os pensamentos e as sensações da tal palavra saudade: aqueles que ficam por um tempo em algum lugar do universo para continuar servindo de seu jeito e de acordo com o nível de compreensão da consciência atual em desenvolvimento. Servir servem os bons e os maus, os justos e injustos, os aprendizes e os ignorantes. Seja quem for, todos servem aos propósitos de Deus, sabendo disso ou não, e por menor e mais ignorante e cheio de paixões que possa estar, sempre diante do Criador. Jesus mencionou não haver nem um só fio de cabelo que caia, sem Deus saber do ocorrido. 

"Os demônios" exercitam a nossa paciência, a resignação, a atenção às escrituras, a firmeza na retidão, o perdão, o desapego, a humildade, a compreensão, a fé, a capacidade de superação das dificuldades, a força interior, o amor ao próximo (incluindo os demônios),  a vontade de estudar os ensinos de Deus e de aperfeiçoamento em vários aspectos, a caridade. Devemos ter a compreensão que há um nível de entendimento mental, psíquico e espiritual, com formas de vida e atitudes de cada um. Demônios são professores complicados, sem dúvida, porém nada existe sem que Deus permita, sob controle e em seu devido lugar, com aceitação do existente, independente de nós. Existe sem ser um problema meu e sem fazer parte da minha vida pessoal, porém nunca somos indiferentes aos demônios, e sim atentos. Há momentos quando demônios estão em vários lados, sem adiantar mudar um pouco de lugar, ou até mudar bastante, porque vão continuar vindo atrás. Continuamos a vida, com a nossa luz interior e devoção, sem maiores preocupações, envoltos no paraíso interno do bem até a hora do desenlace da carne, um dia. Até Buda em meditação na floresta foi perturbado por várias qualidades e espécies de demônios, consciente, perceptivo, sem sentir absolutamente nada em termos do que eles aparentemente queriam provocar. Buda meditava, firme com uma montanha, impassível, em outra sintonia, em outra frequência vibratória. O sol por ser sol, através dos obstáculos externos, parece projetar sombras, contudo as sombras pertencem aos objetos e não ao sol claro, límpido. Quem projeta as sombras são os objetos opacos de diferentes tamanhos, contornos e finalidades.

Com a saudade vem tudo à tona, e mais ainda se aglomera junto à mente e ao coração: as experiências, os aprendizados, o convívio, os momentos de superação, bons e difíceis da existência, com e sem a presença física dos seres amados em cada um deles. Assim ocorre quando a saudade genuína está no nosso coração. Estamos aqui e agora. Posso estar numa cidade e saber conscientemente que meus familiares queridos estão em outra, me sentindo feliz, amada, querida, e eles também, pois este, no caso, é a verdade de um amor recíproco de união que ultrapassa a formalidade das distâncias físicas medidas em kilometragem. União é a reciprocidade do amor. E fé é a legitimação do amor a Deus. O espaço preenchido pela união é o amor e a fé. A solidão é a falta de união, a separatividade, uma espécie de vazio sem Deus, mesmo o vazio sendo uma ilusão, e é. O natal é a inspiração do amor familiar e do amor a Deus, que enviou Seu filho por amor a todos, pecadores e sãos, purificados e em pecado. Natal é – ou deveria ser - a inspiração à fraternidade. É o espírito natalino nos corações até o dia dos três reis astrólogos (majoric - astrólogo, tradução bíblica original do grego), chamados de magos, como preferir o entendimento, ou o espírito do natal conservado o ano inteiro.  

Pode parecer estranho para os costumes ocidentais, pois a morte do corpo físico se refere a um dia de desapego e de festa, uma comemoração feliz, também alegre, que supera a nossa sincera e óbvia tristeza pessoal, para o renascimento de um ser eterno de luz nas esferas superiores de felicidade, que bem cumpriu o próprio dharma. Dona Canô, para citar um exemplo de dignidade, amor e espiritualidade. Dharma – significa retidão (ação correta), justiça, e missão de cada ser de acordo com a sua natureza individual específica. Dharma é mais do que isso, mas coloco um ponto aqui.  No ponto final quando o coração consente, ou seja, com sentimento bom, de boa vontade ao escrever.   

Um canto devocional para Shiva - disponibilizado no texto Om Shiva. Gravei do Akhanda Bhajans, cantos devocionais ininterruptos por 24 horas, realizados todos os anos em novembro. As músicas de Shiva são sempre cantadas. Essa música eu tenho um passado espiritual com ela... enquanto estudante de Swami. Shiva é o aspecto de Deus único relacionado aos devotos puros, porque na mitologia espiritual hinduísta ele é considerado o devoto mais puro existente, sendo, por exemplo, um praticante de meditação em concentração plena e ininterrupta, inclusive por centenas de anos, e um marido fiel dentro da sua família. Shiva esquece da esposa e da matéria quando medita em êxtase ao ir sozinho para uma alta montanha, numa total entrega a Deus. Não percebe o tempo como a gente, diz a mitologia, não sendo nem indiferente e nem preguiçoso. Ele faz parte da trindade hinduísta: Brahma, a criação; Vishna, a manutenção; e Shiva, a destruição. Significa a transformação espiritual ascendente, positiva, a proteção Divina, a morte e o renascimento em seus múltiplos significados de finalização, consumação e conclusão espiritual.     

Os devotos de Sai Baba estão orando pelo professor Hermógenes, doente em casa, um dos fundadores do Centro Sai Baba no Rio de Janeiro, em Vila Isabel. Ao professor Hermógenes bons pensamentos e orações de bem-estar por sua saúde e agradecimento pessoal pela trabalhosa tradução do Gita-Vahini, livro tão maravilhoso e complexo que precisamos de tempo para apreciá-lo e ir aprendendo um pouquinho que seja no nosso tempo de vida, sendo necessário responsabilidade. 

Escrevi este texto hoje, nem ontem e nem amanhã. Harmonia, paz, amor, bem-estar, gratidão, felicidade em todos os mundos e a todos os seres. Que sejam felizes e bem-aventurados, incluindo: eu, tu, ele (ela), nós, vós e eles (elas) também, sem faltar, aqui e agora, com a devida atenção ao idioma e aos seres, nenhuma pessoa da conjugação verbal. Palavras ao vento só não, porque o coração abriga a alma das palavras nos papéis e nas telas dos microcomputadores.

 

Últimas atualizações do texto:

27/12/2012 - 'OS DEMÔNIOS'                                                        

28/12/2012 - Kshatriya

 

 

 

 

 


Comentários

Deixe seu comentário




Digite o código informado na imagem acima
planetafuturo © Copyright 2000