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Num determinado momento do aqui e agora: a distinção entre o existente na nossa realidade; o possível de existir, caso se faça isto ou aquilo outro; e o inexistente. Saudável percepção, sem ilusões, inverdades e sofrimentos vãos. Uma verdade existencial: a realidade é mutável, impermanente, e depende de inúmeros fatores. O que não pode faltar em um caminho escolhido: amor e amor próprio.

 

  
 


 

 

 

Apreciação da Energia do Amor

 

 

APRECIAÇÃO DA ENERGIA DO AMOR

Rosana Uchôa

11/05/2015


Entre a vida e a morte, entre a morte e a vida, quando a energia vital latente se esgota, ocorre a morte; quando se enche de energia vital, o nascimento acontece.

Por meio da energia vital do amor é possível apreciar os vários reflexos decorrentes e advindos do nosso interior – outras formas latentes de energias presentes. Olhando isso com naturalidade e cuidado, há nova oportunidade de conhecermos melhor a nós mesmos, enquanto nossas atitudes continuam operando para escolher como agir conforme a circunstância. É o amor que promove um sentimento de unidade e afasta o sentimento de separação e isolamento. Então é possível surgir um nascimento de dentro da gente a partir desse encontro íntimo, inacabado, porque quando se está com certa porção da energia de amor, o nascimento também assim acontece.

Aquilo que poderia atrapalhar esse processo natural é, em geral, por várias razões, a repressão para com esse outro ser que fez, mesmo involuntariamente, emergir em nós características usuais e não usuais, comportamentos, tantas emoções, ou até a repressão e a vergonha de si próprio. É observável, quando se está pronto para perceber as motivações das emergências em erupção. É o aspecto silencioso do amor. De qualquer maneira um nascimento pode ser inevitável, acontece, e faz emergir, emergir, e depois brotar, brotar, criando um novo olhar. O amor nos torna sensível. Quando amamos, por exemplo, privilegiamos – naturalmente - as qualidades do ser amado e isso por si só nos faz felizes, dispostos e motivados. O amor está num fazer o bem e ele ser sentido e apreciado na natureza livre de amar, quando existe. Não é a busca por resultado. Existe por si uma apreciação da energia do amor presente, um sentimento vívido e profundo. Uma nova oportunidade em vista para a recomposição.

Muitas vezes as pessoas não sabem o que fazer com a energia do amor e a perdem em troca de muito pouco, subestimam, até por que parece ser mais fácil lidar com aquilo forte através do já conhecido, o qual parece ainda termos algum controle pessoal desejável. Nesse caso pode, talvez, - nem sempre - ocorrer uma perda de energia do amor. Mas quando a energia vital latente se esgota, ocorre a morte; quando se enche de energia vital, o nascimento acontece. A energia do amor é sagrada, uma força vital, e não poderia mesmo ser de outra forma. Quem nunca amou? É preferível deixar lá na terra do sagrado, e apenas no sagrado agir, de onde o amor sempre pode vir a surgir e de tal modo que nem sabíamos ser capazes de bem emergir, se autoconhecer e originar, considerando e amando também os seres além de nós mesmos. É também importante e significativa à inclusão uma dimensão maior de um grande número de perspectivas, nuances e principalmente seres felizes. Amor é, sem dúvida, renúncia e desapego panorâmicos.

Como podemos beneficiar? A florescência. O amor também é uma volta aérea na parte externa da Roda de Samsara – a Roda da Vida com os elos kármicos condicionados, onde Buda medita sobre a impermanência da nossa existência material, tranquilamente sentado e lúcido no Espaço Celeste do elemento Éter. A paz e a paz. O espaço da mente se amplia e vai expandindo os nossos antigos contornos e limites. O amor renova as células da alma e nos concede bem-estar, felicidade. Buda medita em cima de uma flor rosa de lótus - mas não está sozinho -, emanando o Seu Divino amor por nós aspirantes espirituais, movimentando as energias com a pureza d’alma, a verdade e a compaixão por todos os seres, indistintamente.

A energia do amor liga a conexão ao nosso ainda incompreendido e fecundo mundo interior. 

 

 

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