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Num determinado momento do aqui e agora: a distinção entre o existente na nossa realidade; o possível de existir, caso se faça isto ou aquilo outro; e o inexistente. Saudável percepção, sem ilusões, inverdades e sofrimentos vãos. Uma verdade existencial: a realidade é mutável, impermanente, e depende de inúmeros fatores. O que não pode faltar em um caminho escolhido: amor e amor próprio.

 

  
 


 

 

 

Inclusão no Criativo

 


 

INCLUSÃO NO CRIATIVO

Rosana Uchôa

14/01/2014

Se um dia, sem mais e nem menos, você explodir seu conteúdo interior e suas inumeráveis qualidades, aptidões, talentos, pontos de vista, desafios, lampejos, acertos e erros, metas alcançadas e a caminho, responsabilidades, incoerências, dúvidas, mazelas, atrocidades, sucessos, fracassos, esperanças, ignorâncias, paixões, ilusões, luzes, sombras, e gratas surpresas; se forem por motivos maiores do que você, conta da sua experiência. Já passei por isso um dia. Você vai chorar e rir muito ao mesmo tempo, inclusive por razões agora completamente desconhecidas para você (a,o). 

De dentro vai aflorar um manancial criativo. As nem boas e nem más tendências, o simples existente a ser pensado até aonde vai a razão mais dados e fatos, parecerão algumas sem sentido, a princípio, e a maioria com um sentido único para você. Contudo, se uma vez já aconteceu, ou se ainda for o que tiver de ser, ecos derivados de atitudes, pensamentos, sentimentos e palavras, provavelmente jamais esquecerá de um momento de luz não intencional e verdadeiro, porque agrega a completude manifestada no vir a ser o “conhece-te a ti mesmo”. Fará parte das experiências as quais passamos e nunca conheceríamos, e nem teríamos integrado à personalidade, se nunca houvesse acontecido, e nem nos libertaríamos para um dia saber melhor do que antes no tempo de cada pessoa. 

Tão forte sob determinado ponto de vista, tão bom quanto outros, que até o maligno encontrará o seu lugar respeitoso dentro da consciência maior, sem exclusão, ideias prévias, ou vãs ilusões no desenvolvimento da capacidade de amar e compreender sem indiferença e nem aversões. Em qualquer circunstância sempre houve – e ainda haverá - um bom significado que não conseguimos apreender. Muitas vezes, não aceitamos tão bem as diferenças assim como pensávamos. As aversões são derivadas do sentido unilateral na defesa de uma identidade qualquer, por melhor que seja, onde lá estão nossas estruturas prontamente estabelecidas, rígidas e defendidas, as já conhecidas e aprovadas com certificado de garantia e permanência. A vida e o mundo mutáveis para aprendermos sobre felicidade e amor, passando sem um tipo de retenção. As boas escolhas e os caminhos individuais. 

A equanimidade é uma virtude derivada do desapego e da aceitação das circunstâncias, mesmo quando há firme posicionamento da mente. Amor não falta a ninguém, quando se acredita. Duvidar afunda. A fé emerge o amor de sua nascente sem fim. 

A criação entalada dentro do peito vai romper de antigas amarras dobradas pelas autolimitações, justo aquela do ser criativo, psíquico e espiritual, alguma parte isolada, imanifesta e também latente, sem nem saber existir durante longo passado, não por não agir, mas porque não havia interagido um atributo da comunicação. 

Espontâneo, o nosso coração se abrirá para a compaixão de si próprio, num amor de mim por mim, permitindo o fluir natural do ser amor e amado por Deus no percurso de toda a eternidade dos mundos. 

Não cabendo o amor só dentro da gente,

Esparramam-se as flores pelo chão. 

 

 

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