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Num determinado momento do aqui e agora: a distinção entre o existente na nossa realidade; o possível de existir, caso se faça isto ou aquilo outro; e o inexistente. Saudável percepção, sem ilusões, inverdades e sofrimentos vãos. Uma verdade existencial: a realidade é mutável, impermanente, e depende de inúmeros fatores. O que não pode faltar em um caminho escolhido: amor e amor próprio.

 

  
 


 

 

 

Ao Se Perceber Diante das Energias da Terra e do Céu

 

 

AO SE PERCEBER DIANTE DAS ENERGIAS NATURAIS DA TERRA E DO CÉU

 

01/06/2015

Rosana Uchôa

Há um programa espiritual para o bem-estar do nosso planeta que Sai Baba denominou como "Limite aos Desejos". Entre os componentes, por exemplo: reduzir desejos e despesas excessivos, controlar o consumo de alimentos, poupar água e cuidar do desperdício de energia. Ele diz: "Você precisa de alguns bens essenciais para o sustento, e não deve aspirar por mais. Somente se o ar estiver disponível em quantidade suficiente que ele será confortável. Se for excessivo e houver um vendaval, você se sentirá desconfortável. Quando está com sede, você pode consumir apenas uma quantidade limitada de água necessária para o sustento do corpo; você não pode beber toda a água do rio Ganges. Seus olhos fecham automaticamente quando veem um raio de luz porque não podem resistir à intensa iluminação. Portanto, deve haver um limite para tudo, inclusive para os desejos". 

Pergunto: O que faz o indivíduo quando se percebe diante das energias da Terra e do Céu? 

Em geral o senso comum consome as energias vorazmente e de modo rápido, acabando por destruir a natureza, o meio ambiente, ou, por outro lado, esgota inclusive sua natureza individual, havendo o desperdício basicamente para proveito imediato particular. Em compensação as forças da natureza reagem à força da ação, conforme a Lei de Newton: a lei da força reativa na proporção e no sentido contrário ao movimento realizado.

Na natureza reside um conjunto de possibilidades e seres que não se esgotam na nossa pessoa ou em nosso grau de percepção. A gente pode sempre se perguntar se traz benefício a outros seres, intermediando. Pertencemos a um organismo complexo, sensível, dinâmico, mesmo quando em determinados momentos na verdade não estamos considerando e ignoramos essa realidade da existência. É uma auto-avaliação diária. Certamente ainda não conhecemos por completo a finalidade de todas as nossas energias com todas as oportunidades e possibilidades para servir. Quando estamos no caminho espiritual novas energias surgem e se disponibilizam. É natural. O que fazer com elas? Negar, sentir medo ou reprimir, voltando a um estado anterior, não parece ser uma solução razoável. Como conduzir adequadamente, então? 

Por mais que queiramos refletir continuamente com os mestres e os professores, agradecendo sempre, sempre teremos que caminhar e praticar por conta própria, ainda que busquemos a sintonia ideal. Sempre estaremos diante de nossa vida com as circunstâncias e a bagagem relacionadas à nossa pessoa num dado momento. A gente pode tentar solucionar os desafios com aquilo que temos em mãos, incluindo as experiências pessoais que não podemos descartar e passamos mesmo. Não é para delegar a nossa vida com a nossa parte a ninguém, seja quem for. Não é para deixar de fazer o que consideramos significativo aqui ou ali. Todos trabalhamos para servir, mesmo com alguns erros, confiando nos pontos bons e no aspecto geral daquilo que trabalhamos. 

Vamos pensar. A natureza é em si abundante e há fartura. Somos pequenos considerando os mares, os rios, as montanhas, o céu. A raça humana - da qual fazemos parte - ainda está longe de já ter aprendido a lidar com a fartura ou com a miséria, ainda que a miséria pareça, sem dúvida, ruim, desconfortável. De um modo ou de outro, no fundo uma grande parte da raça humana, com tantos roubos e furtos - dos pobres e dos ricos - ainda se considera, indevidamente, carente de tantas coisas, e dando valor inadequado a elas. Ao que não deveria dar tanto valor, valoriza, e ao que deveria realmente dar valor, desvaloriza na prática dos atos imediatos e verdadeiras intenções.

Um homem rico que rouba o país, a meu ver é muito mais miserável que um homem pobre feliz, porque por mais que tenha ele nunca está satisfeito. Precisa de sempre mais e isso nunca acaba. Precisa de artimanhas e fazer escondido. É cheio de cobiça e miséria por dentro. Por este motivo, olhando para o que está acontecendo e também há indícios para mais adiante, a humanidade ainda deve enfrentar as reações das forças da natureza com a sua intensidade, entendendo a dimensão da importância da sua utilização da vida diária de todos. O homem (mulher) tem sido, infelizmente, um ladrão da natureza. Tira sem repor na mesma medida. Ou simplesmente por força do hábito e das facilidades mais imediatas tira, extrai, corta, despreza, isola, agride ou no fundo reprime. Cada pessoa está repleta de recursos que nós ainda não conhecemos. Ou damos o devido valor às boas sementes e árvores? Acredito nas Divinas providências, em mudança de nível, na potencialidade humana não desenvolvida, nos chakras. Acredito em milagres, em mestres iluminados, em Jesus Cristo, na Bíblia, na separação do joio do trigo, na reencarnação, na vida em outros planetas, no Bhagavad-Gita dos hindus, nas meditações e reflexões budistas e nos cantos devocionais. E continuo acreditando em finais felizes - não apenas para algumas pessoas, mas para a humanidade. Uma vez li que na história da vida se a pessoa não está feliz, é porque ainda não chegou o final da história.

Milhões de anos são necessários pelos processos da natureza para se repor os minerais. Não há como criar ouro, prata, ferro, cristais, alumínio, petróleo, para disponibilizá-los a mais do que é possível extrair da terra. Cada pessoa, por sua vez, é dotada de potencialidades. É possívcel reciclar quando as riquezas ainda não foram parar nas lixeiras definitivas do dia a dia, e, por este motivo, também acabam, porque não vão se multiplicar. Depois de usada não se sabem mais onde está exatamente a riqueza original perdida no meio dos entulhos e de tantos interesses os mais diversos.  

Contudo, o crescimento demográfico tem ocorrido em progressão geométrica mundial para um tamanho de planeta imutável e finito. De sete bilhões atuais para nove bilhões de habitantes antes de 2050 é o tempo de um "sopro" histórico, e assim para doze. Basta ver a curva exponencial dos gráficos na internet sobre o aumento da população mundial desde antes de Cristo até 2100. Impressionante os graus da curva. Duas coisas acontecem neste mundo com frequência e rapidez avassaladora: reproduzir a própria espécie em grande quantidade e consumir em grande montante. Fazendo a síntese desse mundo é isso e o mais como desdobramento. E o que a gente tem a ver com isso? A gente nasceu também. Fazemos parte integrante, entendendo ou não, dos condicionamentos e hábitos arraigados do mundo. 

 

É possível ser livre e independente das forças coletivas no uso do livre-arbítrio? Pensamos escolher e fazer opções lúcidas, entendidas como naturais, quando a maior parte das vezes repetimos padrões usuais que nos repassaram, copiamos e reproduzimos automaticamente. São modos condicionados de acordo com as tendências coletivas predominantes e fazemos parte, provavelmente não por acaso. Porém, sempre será possível, mesmo quando não seja o mais usual, também aprender com as culturas alternativas, ainda não predominantes, em emergência.

Mesmo que entendamos, em parte, os motivos, agora sobrecarregam na Terra as paisagens do atual desequilíbrio climático e do progressivo esgotamento dos recursos naturais no qual já participamos de alguma forma. A quantidade de água é a mesma sempre, porém devemos agora considerar a água potável, por exemplo. As contas entre despesas e receitas planetárias não batem até agora, mesmo quando no passado, reconhecendo-se a necessidade, foram colocados prazos e limites em Convenções e Tratados pouco obedecidos.  

Teoricamente já lemos e ouvimos falar sobre os desequilíbrios no ecossistema. O que quase ninguém fala nesse sentido é sobre, digamos assim, entre aspas, "a energia sexual potável". O máximo que se chega a mencionar é o casamento, o amor dos casais, a fidelidade, a constituição e a estrutura da família. A família é a célula da humanidade, sem dúvida e é importante a alegria e a estabilidade proporcionada pelo convívio numa família feliz, e não nascemos para nos mantermos isolados, porém muitos pensam ser o destino comum para qualquer pessoa o casamento, quando alguém foi positivo o bastante na mente e no coração. O final feliz de uma parte considerável dos filmes, das novelas e do desejo da vida das pessoas, mas que na realidade de muitos não acontece (porque quer ou porque não conseguiu encontrar), acontece em parte (não é o ideal), ou não se mantém para todos por tempo mais duradouro (as separações com ou sem novas uniões). 

Além disso, hoje em dia, dificilmente os relacionamentos entre casais estão limitados ao convívio familiar apenas, com o formato do diálogo dirigido a uma única pessoa. Com a internet, por exemplo, pode-se pensar que as pessoas por mais sozinhas não é o isolamento total; e por mais acompanhadas não é o relacionamento total, onde migram todos os interesses e afinidades então contidos dentro de um único formato de felicidade estanque. 

Voltando ao sistema planetário, todas as formas de energia disponíveis são da Terra e do Céu e não nossas apenas. Administramos. Existem. Jorram da fonte. Causam benefícios e também estragos, quando em excesso. Nem sempre estamos preparados para conduzir bem a fartura e os excessos, principalmente aqueles que são derivados da natureza. A natureza ao seu modo também sabe limitar, sem dúvida, as condutas dos seres humanos em processo de conhecimento. A natureza reage e continua a vigorar porque somos interdependentes dela para sobreviver. Por outro lado, a mesma energia que fere também pode curar. A mesma quantidade de energia que deprime, levanta, se alegra, curte. A mesma energia sexual que pode trazer prazer físico e procriação também pode curar e propiciar a expansão da mente, quando - ao menos em parte - canalizada para cima, quando esta é a vontade dominante e o direcionamento. Existe também. Existe de tudo! Afinal, muitas pessoas não são monges e nem pretendem ser, não são casadas, não estão namorando e isso pode acontecer por anos. Estão longe se serem promíscuas e, enquanto celibatárias pelas circunstâncias, aprendem aos poucos - através dos anos - a lidar com as próprias energias e as energias dos encontros em algum nível, quando estes acontecem, se acontecem. As palavras, as imagens, a nossa presença é dotada de energia. Irradiamos e também recebemos. Sentimos. Que ela seja boa e positiva! 

A energia sexual, por exemplo, sabemos que não acontece sempre conosco a partir de todas as pessoas que já conhecemos um dia, é claro, ou a todo momento - a energia sexual e a do amor advindas possivelmente do encontro das energias entre homem e mulher, acredito, com certeza, não existe apenas para desfrutar o sexo, para a reprodução de novos seres humanos, para haver um casamento, ou por outro lado, para ser entendida como frustração, raiva, tristeza, ou talvez uma proibição da vergonha e do errado simplesmente. No mínimo pode ser contemplada. Existe. Se propaga. A contemplação do que se faz presente num determinado momento. A contemplaçào do que surge também como um trabalho criado. Vem de dentro naturalmente. Um canto, um escrito, uma história, um desenho, uma música, uma dança, uma nova receita culinária, um trabalho feito de uma forma não usual, seja o que for pelo qual nos emocionamento junto e nos entregamos num sentido positivo. A compreensão: Cada um passa pela própria história de vida. 

No mínimo torna-se uma meditação interessante, um tempo de paz interior não desejoso. Um momento de imagem de como as coisas são e mesmo que mudem estão protegidas dentro de um contorno, uma moldura bonita e luminosa. Um tempo de liberdade e desapego. Ou por outro lado o tempo da não repressão, da não culpa, a não violência. A paz entre os seres e dos seres para consigo mesmos. Harmonia. Relaxamento... O tempo do silêncio. O tempo da fé em Deus. Damos espaço. Aprendemos a valorizar o amor. Aprendemos a caminhar com os pés que nos foram dados para andar mesmo. Meditação tranquila, benéfica, saudável, revitalizante dos seres e do planeta, por que não? A mente vai se expandindo numa luz laranja, dourada, envolvendo a vizinhança, a cidade, o país, as pessoas, interagindo harmoniosamente com elas, a luz delas, a minha luz, a sua luz, novas cores e nuances, a imersão dos mares, o céu e o planeta. Ampliando o entendimento da mente e o amor no coração. Que todos os seres de todos os mundos sejam felizes e bem-aventurados. Alegria na coração! Apreciando a alegria. Incluindo outras pessoas. Uma vez ouvi que a gente pode rezar para qualquer pessoa. Qualquer uma. Estamos livres para rezar para quem a gente quiser. Nunca esqueci disso. Eu posso rezar para quem eu quiser! Parece óbvio, mas dependendo das circunstâncias nos esquecemos do óbvio. E com esta força a mais no coração voltamos ao nosso ponto central. Olhamos agora de uma nova forma, como nunca havíamos olhado antes. Entendemos. 

Todas as forças existem por alguma razão benéfica aos seres, e podemos, inclusive, desconhecer a verdadeira finalidade das energias recebidas pela natureza primordial em algum momento da vida, seja no passado, no presente ou no futuro. "Não acredito nelas, mas que elas existem, existem". 

Pergunto: O que você faz diante das energias da Terra e do Céu? 

 

 

 

 

 

 

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