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Num determinado momento do aqui e agora: a distinção entre o existente na nossa realidade; o possível de existir, caso se faça isto ou aquilo outro; e o inexistente. Saudável percepção, sem ilusões, inverdades e sofrimentos vãos. Uma verdade existencial: a realidade é mutável, impermanente, e depende de inúmeros fatores. O que não pode faltar em um caminho escolhido: amor e amor próprio.

 

  
 


 

 

 

Prisma na arrebentação

 

 

 

Prisma na arrebentação 
 

Rosana Uchôa 

29/08/2012

 
(Astrologia e Espiritualidade)

 

Em Curitiba, oito meses sem ir à praia, desde pouco antes do natal com a família, mãe, pai e irmão, nas águas mornas, mansas e transparentes de Santa Catarina. Bom tempo para uma carioca. No Rio de Janeiro, num recente domingo de sol, caminhei sozinha na areia poucos minutos até vir à mente: “agora, pela primeira vez depois de tanto tempo, vou fixar os olhos no mar”.  Virei, então, a cabeça para o lado. A onda arrebentou forte naquele instante, e acima um arco-íris rapidamente se formou e se extinguiu em poucos segundos para a minha grata surpresa. Susto bom. Sem registro pretérito na memória consciente. Um animal estava nadando com a metade da cabeça para fora, dando para ver os olhos, ali mesmo onde o olhar se fixou, nas redondezas do arco-íris. Eu acho que vi um leão marinho. Fofo, pensei. Carinha inocente, olhinhos puros. Puxa, estava vendo várias coisas ao mesmo tempo, esperando, a princípio, apenas observar o mar e as ondas, o que já seria bastante, depois de oito meses sem fitá-los. “Os machos podem formar haréns de até cinquenta fêmeas”. Caramba, é por isso que ele se chama leão marinho! Conquistadores profissionais do mar. Sabem tudo a respeito de anima e animus, podendo ser perigosos. São especializados na conquista da alma feminina. Sabe-se que um deles atacou a Shakira em fevereiro deste ano. “Estava a pensar em como eles são bonitos. Tentei aproximar-me um pouco mais do que os outros turistas e desci uma pedra para as acariciar e tirar-lhes uma foto”, contou a cantora. Esta espécie hoje não está ameaçada de extinção, no que depender dos machos, é claro. Já esteve ameaçada no passado. “Hoje, a sua caça é proibida. Porém, ainda sofrem uma séria ameaça associada à ocupação das praias pelo homem, pelo lixo jogado nos mares e pela poluição por petróleo, que coloca em risco todos os animais do mar”.  O seu principal predador é o ser humano.  

 

Os leões marinhos não merecem o nosso lixo jogado, perdido no mar. E, se houvesse escolha nossa, eles frequentariam as praias, descansando e tomando sol. "Eles não querem" por sérias razões: lixo nas praias e os seus piores predadores, os seres humanos, mais que os tubarões e as baleias, predadores naturais.    

   

                                                   Flor de Lótus

Havia mesmo um leão marinho e os arcos-íris (ou os arco-íris). Inspiração é outra coisa. A praia no domingo do dia 19 de agosto estava cheia de gente, mas ninguém escreveu nada. Li na Internet sobre um leão marinho que apareceu na praia de Copacabana dia 06 de agosto. Não é o mesmo. Não, porque o primeiro estava debilitado. O que eu vi estava ótimo, tranquilo, nadando e olhando.

Quanto ao arco-íris, neste caso relatado, nada a ver com o símbolo da bandeira gay, tenho bons amigos no Rio, e sim com a ótica, o prisma nas gotículas de água, um material transparente, ou seja, cada gota borrifada no ar decompondo a luz solar nas várias frequências visíveis, que resultam nas cores do vermelho ao violeta. O detalhamento da luz branca em sete cores. 

Considero a luz branca interceptada por uma gota de água uma boa representação do signo de Peixes, a unidade oceânica; enquanto a refração da luz pelo prisma da gota, a sua divisão em diversas frequências vibratórias, o signo de Virgem, na mandala astrológica de 360 graus sendo oposto e complementar ao signo de Peixes.

 “A luz branca proveniente do sol é composta de várias cores (as cores observadas em um arco-íris). Com a ajuda de um prisma regular, o grande físico e matemático Isaac Newton, detectou o fenômeno de difração da luz, podendo observar a separação da luz branca em diversos tons. O conjunto de cores foi denominado, por Newton, de "spectrum". Quando a luz branca do sol é interceptada por uma gota de água da atmosfera, ocorre a formação de um arco-íris. Cada gota de água funciona como um pequeno prisma. Parte da luz é refratada para dentro da gota refletida no seu interior e novamente refratada para fora da gota. A luz branca é formada pela mistura de várias cores, quando ela atravessa uma superfície líquida, como a gota, ou sólida (transparente). A refração faz aparecer um espectrum.  As cores formadas em um arco-íris não são somente as comumente apresentadas, há várias dispostas de forma intermediária entre as cores mais conhecidas (vermelho, alaranjado, amarelo, verde, azul, anil e violeta).” 

”Segundo o Departamento de Física da USP, o arco-íris não existe realmente, ele é uma ilusão de óptica cuja posição aparente depende da posição do observador, pois todas as gotas de chuva refletem a luz do sol da mesma forma, mas somente a luz de algumas delas chegam aos nossos olhos.”    

http://ewertonufal.blogspot.com.br/2010_06_01_archive.html 

Ewerton - Universitário do primeiro período de Física na Universidade Federal de Alagoas.    

Interessante o arco-íris representar, enquanto símbolo, o budismo tibetano, no Tibet estando associado à meditação, aos mantras e às cores, as sete principais, que misturadas entre si formam um manancial de cores e tons os mais diversos.  Residi na zona sul do Rio de Janeiro a maior parte dos meus anos e nunca havia visto o prisma na arrebentação, ao menos que ainda estivesse retido na memória consciente. Já devo ter visto, não é possível, um nítido arco-íris “planando baixinho” à beira mar por alguns instantes, o das ondas. Recordo, sim, do arco-íris no céu, formado pela refração da água da chuva, enquanto o sol brilha, ou o das cachoeiras e cascatas, Foz do Iguaçu no Paraná e Caracol em Canela, Rio Grande do Sul.  

Da última vez, no ano anterior, havia passado um ano e alguns meses à distância aproximada de uns noventa kilômetros do oceano, novecentos metros de altitude do nível do mar, e uns novecentos e trinta kilômetros da zona sul do Rio. Em Curitiba é bem mais comum a formação de arco-íris no céu, porque chove e faz sol ao mesmo tempo. Curitiba é uma cidade tão curiosa nesse sentido que, às vezes, acontece de uma única nuvem chover sozinha, igual a desenho animado, “em cima da cabeça de um”. A gente vai para a janela de um lado e está fazendo sol, o céu está azul; vai para a janela paralela do outro lado e está chovendo forte, molhando a janela. A vantagem é que se pode escolher para que lado ir dentro e fora de casa. Uma nuvem isolada no parque, por exemplo. Agora lembrarei para sempre do arco-íris das ondas, porque é realmente lindo! Gravei. Continuei andando. Houve uma sequência de ocorrências físicas semelhantes, exceto o leão marinho, que mergulhando os olhos, sumiu de vez.    

Na praia, o prisma se forma apenas quando uma forte onda arrebenta e, por este motivo, espalha quase uma infinidade de mini gotículas de água ao redor. Trata-se de uma manifestação natural facilmente visível a qualquer pessoa disposta a deter a atenção na beira do mar naquelas condições normais, bastante específicas e propícias, embora não corriqueiras: dia de céu claro, azul, alta crista e forte impacto na quebra repentina das ondas.  Resolvi tirar os olhos do mar um pouquinho, enquanto andava, propositalmente evitando olhá-lo, apenas por um minuto, para revê-lo mais uma vez com atenção. Ao virar a cabeça, pareceu-me avistar a luz decomposta, o prisma fixo à beira mar, sem arrebentação nenhuma, ou seja, o arco-íris, mesmo com as águas calmas. As ondas estavam aguardando os seus instantes de fôlego respiratório para formarem nova crista e se desfazerem de si mesmas numa explosão da água ao chegarem à areia visível da costa, fundindo-se por fim ao Oceano Atlântico. As ondas reconhecem as possibilidades individuais, os seus limites, e a capacidade de se entregar por inteiro a um eu maior, a unidade, Deus. Era a imensidão oceânica repleta de correntezas marítimas sem mais ter para aonde ir e o que fazer, se entregando de vez, a começar pelas cristas explosivas das águas espumantes.   

As energias coloridas no plano astral parecem manter-se por mais tempo do que o fenômeno físico, propriamente dito, de quebra das ondas, gerador das frequências vibratórias. O prisma se mantém sobre a linha da arrebentação, ao longo da orla colorida por uma sequência de arcos-íris pairando no ar. Ao botar os olhos, assim compreendi um trecho da praia, multiplicando a visão, numa espécie de lógica harmônica daquelas ondas sequenciais: a água espalhada em gotículas transparentes no ar e a incidência da luz do sol atravessando por dentro delas. A luz se decompõe em várias frequências: a diversidade da unidade. São as individualidades divididas nas principais cores visíveis, as do arco-íris, ou seja, os sete raios, conforme a linha vibratória pertencente a um ser, por inclinação, tendência e disposição natural.   

 

 

 

 

Por uma questão analógica, agora a loucura dedutiva: “a escala musical na arrebentação” - as sete notas musicais, incluindo os bemóis e sustenidos. Como pode acontecer de haver a formação nítida de arcos-íris na beira do mar, há também a escala musical completa, deduzi, porque em ambos os casos, luz e som, se referem a frequências. A quebra abrupta nas areias litorâneas das fortes ondas de crista elevada decompõe, repentinamente, o som em pelo menos sete frequências vibratórias, as notas musicais. Sabe-se que a audição humana capta aproximadamente as frequências de 20 Hz a 20.000 Hz. Abaixo ou acima desses valores, só com instrumentação. Pesquisando o tema, descobri um texto na Internet que me deixou sossegada e mais confiante, porque não é loucura. Engraçado, mas é verdade.  Correspondência entre Sons e Luz. Relacionando as frequências entre Notas Musicais e da Luz Visível. Prof. Luiz Netto. Graduado em Matemática pela Faculdade de Filosofia de Ciências e Letras de Santo André - SP – Brasil.  “O que nos propomos neste artigo é mostrar que existe uma correspondência entre as notas musicais dentro de apenas uma oitava que encontra seu correspondente dentro do espectro visível de luz, no mundo das cores. Não existe aqui nenhuma originalidade na ideia, já que isto já é sabido, mas nossa proposição é como lidar com os números para visualizar este fato.”   

 

 

 “Assim olhando para as teclas de um piano, com a escala igualmente temperada, indo dos graves para o agudo a primeira nota - fa# encontra seu correspondente em 737,4 nm (nano metros) - (comprimento de onda) e a nota mais extrema nos agudos é a nota fa cujo comprimento de onda é de 390,6 nm.”  

 Assim considerando que o espectro de cores vai de X até Y (frequência em Hz), temos as notas correspondentes dentro da faixa de áudio que vai de 357,4 Hz à 714,8 Hz. 

 

Em seguida, o professor de matemática faz um cálculo de logarítimos. 

 

http://www.musicaeadoracao.com.br/tecnicos/matematica/luiz_neto/somluz.htm  

A verdade é natural, espontânea como as crianças e simples gotículas de água transparentes ao explodir a beira mar, sem um dia depois de mais nada para, num sentido universal, amar inteiro conforme se veio – e para aonde se vai no mundo das formas e múltiplas diversidades, sem os pedaços de si faltarem a ninguém amado e criado por Deus, para servi-Lo e querer amá-Lo sobre todas as coisas, sempre derivações Dele, do primeiro, a unidade oceânica, a fonte primordial inesgotável e permanente. Quando a luz branca do sol é interceptada por uma gota de água da atmosfera, ocorre a formação de um arco-íris.   

 

Agora realmente faz sentido ao observar o prisma na arrebentação, porque na astrologia Netuno é o deus dos mares e ao mesmo tempo regente da música e da espiritualidade.

 

O Poseidon da imagem tem os cabelos de Sai Baba, especial. 

Serão existentes as notas de uma escala musical na arrebentação do mar, quando a onda quebra fortemente? Acredito que sim, mas não distinguimos os sons. O sinônimo de arrebentação é quebradouro, o ato do mar bater fazendo espuma. Estou sentindo vontade de cantar. Quebramos, às vezes, sem mais para aonde ir junto ao mar na costa arenosa litorânea, e juntamos os retalhos miúdos até se transformarem num crescente tecido complexo, a próxima partida que sempre será o que será, havendo de ser. Será a luz de algum de nossos sonhos atravessando uma pedra de cristal, ou uma gota de água pura espirrada ao ar livre. Será a música que nunca foi ouvida e nem cantada, exceto por Deus, a criação e o criado para servir, antes de qualquer nascimento, origem e princípio. Tanto melhor será, quanto mais pura, cristalina e transparente for a nossa água nascente na fonte interior, matéria-prima imprescindível trabalhada, moldada e perfumada pelos bons hábitos da mente e do coração, eternamente advinda do para sempre existente. É a origem obrigatória, onipresente, onisciente e onipotente, a fonte da natureza primordial de todo e qualquer de um dos nossos caminhos e escolhas, antes mesmo de se consumarem nas formas e estruturas concretas, ditas reais. Pensando assim, nem o tempo existe tal como estamos acostumados a pensar sobre ele. Passado, presente e futuro estão contidos num único arcabouço.  

A realidade se consuma nas formas visíveis litorâneas, primeiro idealizadas ou guardadas e mal digeridas num plasma moldável da mente.   

 

São as formas concretas outrora acalentadas:  

As sonhadas e desenvolvidas com vontade de viver feliz;   

Os desapegos dos desejos; 

O limite aos desejos;    

O livre fluir das circunstâncias e de tudo que há para ser e não ser; 

O xamã auto-curador, 

A sensibilidade inspiradora;

A energia mobilizada;

O Eremita e Deus residente no coração; 

A flor mimosa e o amado aconchegante multiplicador do bem (arquetípico); 

A totalidade interior;

O Cosmos dentro de si;

A união agregadora amorosa dos seres; e   

A família humanidade.

 

 
Tomam forma, de maneira semelhante: 

As realidades internas traumatizadas no refluxo; 

As feridas abertas não cicatrizadas;

As transformações que fazem a gente se autoconhecer e ser;

As borboletas;

As violências físicas, sexuais e verbais, impostas; 

As mordidas pelo medo; 

Os predadores da psique por causa do temido que a gente é e expressa sem deixar de ser; 

A sombra da completude não aceita – nossa e dos seres; 

O(A) sozinho(a) solitário(a); 

A desfiguração das verdades; 

Os ressentimentos de um passado;  

As tristezas da falta que faz; 

Os apegos agradáveis;  

As raivas que nem eu sei o quanto de mim está num outro alguém;  

As mágoas do incompreendido, a ignorância; 

As carências dos pedaços;  

Os abismos das couraças;  

Os seis sentidos que se aprende a lidar;

As decências da chama;

As trancas das âncoras no fundo;  

A escravidão dos sistemas;  

As catarses da liberdade do ser;  

As forças parecendo do além;  

Os caminhos desconhecidos para se ir ou não ir; 

O amor esquecendo de si por causa de um alguém;  

O amor esquecendo de si por causa de ninguém, faltando de si;  

O amor esquecendo de si por causa de Deus, o Soberano Amor; e   

Aprendendo a amar fora de si, sem ser louco, nem egóico.

 

 

São manifestações concretas numa estrutura física transitória, mexida até o consumo. É a demonstração evidente de uma realidade impermanente, a substância facilmente visível e observável, apreciada por Deus, a Eterna Testemunha, inclusive dos prismas de cristais de quartzo branco e do prisma da arrebentação do mar transparente, a Vontade de Deus.   

Então era verdade que aqueles arcos-íris na arrebentação da praia também tocavam as notas musicais,  imperceptíveis no som forte da quebra das ondas? O matemático apresentou os cálculos numéricos. Os arco-íris estavam visíveis, nítidos, e deduzimos que havia as notas musicais, entendendo que a resposta é sim. E eu pensava que conhecia praias, e já havia bem escutado as ondas do mar... Aqueles prismas do estouro das cristas na areia reunidos em tempos diferentes numa praia, espécie de cifras ao longo da orla, ninguém percebia – nem olhava, por sinal. Ninguém reparou o leão marinho. Uma condição de mar exótica: os dez mil arcos-íris das ondas, um seguido do outro, aqui e acolá, por horas. 

Mesmo sendo frequentadora assídua de praia desde criança, eu nunca havia reparado o prisma na arrebentação, anteriormente. A única coisa que fiz naquele domingo foi entoar o Gayatri Mantra no ônibus, um mantra milenar indiano, como de costume. E levar algum tempo, o bom e necessário, para rever amorosamente o nunca reparado firmemente com este coração saudoso do mar. Enfim, as imagens longuíssimas para frasear textos, escritas por uma carioca, sem contato direto com as águas, mesclando na contraparte do seu tempo de vida, os lindos parques, flores, bosques e florestas acima do nível do mar.

No futuro, assim acredito por hipótese dedutiva, mas principalmente por convicção e fé, por experiências mediúnicas e espirituais da individualidade, que as pessoas vão desenvolver olhos a cores. A nossa tv visual mudando de preto e branco para a cores, em novas dimensões acima do 3D. Mediunidade e terceira visão podem ser desenvolvidas por qualquer pessoa. De uma forma indireta, meditação e mantras também são responsáveis por isso. Não é este o objetivo. Mesmo assim, ao invés de objetos opacos limitados, sem luz, frios e ocultos, em segredo, as pessoas e as forças da natureza, árvores, pedras e água, irradiando energias perceptíveis de uma ou mais determinadas cores, frequências vibratórias, de acordo com a emanação mental, emocional e funcional, os atributos existentes também nas montanhas aparentemente estáticas, inertes. E se os olhos se apuram, os ouvidos também. Nada mais vai ser possível enganar ninguém, nem se enganar, e nem se deixar enganar. A cada um será dado conforme as suas características naturais, desenvolvimentos e atividades. Um dia, nunca mais este mundo será o mesmo de agora. Cada um no seu devido lugar, desempenhando tarefas que realmente lhe cabem. As vocações conscientes vão se desenvolver e as inconscientes se descobrir, emergir, naturalmente. Sem dis-putas por causa de lugares ao sol, neste caso, “um engolindo o outro” pra ser um bom engolidor num mercado competitivo de livre concorrência: a liberdade que todo mundo sempre quis ser, mas não havia coragem de romper os velhos arcaicos padrões corrompidos no imediatismo sem visão. São as carcaças abatidas dos navios negreiros que afundaram nos oceanos de outrora e eles indo para o céu, livres. Os gritos ouvidos dos escravos. As prisões do bem e do mal sendo abertas.   

Há seres no mar, nas montanhas, e certamente nos desertos, invisíveis a média dos olhos físicos, os quais a grande maioria nunca pensou que existissem, sendo dos mais diversos níveis de consciência e força de interação com a natureza a que pertence, interage e se integra. As almas do mundo próximo, as falanges do astral superior e inferior, os guias espirituais, os mestres, e o prisma na arrebentação do mar tudo faz parte.   

Em março de 2010, na Cinelândia onde residi e trabalhei por um ano e meio, chegando a hora da minha mudança, ouvi um grito aterrador de um homem negro que havia sido escravo no passado, mas ainda estava preso na crosta umbralina, sentindo nas costas o peso das chibatas. Uma a uma as chibatadas estavam presas, remoendo na mente andando em círculos. A mente do homem estava inconsciente no umbral. Orei por ele. Foi a minha última experiência antes de mudar do Centro para outra cidade. Não foi este o maior problema espiritual ali, não sendo a única a presenciar experiências semelhantes. Outras pessoas também. O Rio de Janeiro é como uma “cebola de épocas históricas sobrepostas” no umbral com os mais variados seres que ainda não se libertaram, ou aqui estão propositalmente. Isso para ser bem light e superficial nas palavras. Copacabana é cheia de toda forma e jeito: plano físico e astral. Residi onze anos. É possível ajudar enquanto a maioria dorme. Necessário auto-defesa também. As pessoas não costumam avaliar a importância das boas condutas e das orações, e nem se dão conta o quanto esta vida passa rapidamente para qualquer pessoa.

Tive convicção, a partir daquele presente espontâneo do “Fábio” (nome fictício) no dia anterior, sábado à tarde, que possivelmente iria enxergar melhor. Quem sabe, ver e perceber mais a respeito das circunstâncias. Brinquei exatamente assim. Ele colou decalques na minha caixa de óculos de grau. Ele não pediu, é claro, ele simplesmente me deu a minha caixa de óculos personalizada por ele, abrindo um sorriso, olhando para mim, sabendo que eu estava gostando mesmo. Bem, o Fábio agora tem quatro anos de idade. Eram as suas últimas seis etiquetas dos animais similares à Era do Gelo. O Fábio é um encanto aos quatro anos. Ele já foi adulto, velho e criança antes, numa encarnação anterior. De uns tempos para cá estou apreciando ver e compreender as pessoas em suas diferentes idades ao mesmo tempo. Isso muda e rearruma várias das nossas concepções. Hoje ele é criança. Sabemos e respeitamos as crianças exatamente como elas são aqui e agora. Nós é que mudamos ao buscar observar a íntegra. Todas as nossas idades estão dentro da gente ao mesmo tempo, porque a gente nasce e renasce muitas e muitas vezes novamente.   

Os homens podiam se conservar puros sempre assim, em qualquer idade. Muitos homens preservam a mesma vivacidade espontânea do vinde a mim as crianças, porque delas (deles) é o reino dos céus. O céu só pode ser simples. O céu descomplica e destrincha pra gente ser feliz naturalmente, leve. Sem prisões. “Basta ser você mesmo”. Neste dizer Sai Baba escreveu sobre o dharma individual, a função específica de cada ser, de acordo com a própria natureza no livro Gita Vahini, a interpretação geral do Bhagavad-Gita, traduzido pelo professor Hermógenes. Nada é mais necessário, em ambos os significados contidos nestas palavras. Não precisamos mudar para sermos um outro ser, corrompido, enquadrado e aceito, porque a gente só é e evolui a si. Uma parte do todo aprecia ser, porque, por outro lado, há também o pré-fabricado social, politicamente correto, querendo se libertar das falsas prisões e aprisionamentos alheios.   

O Fábio vai conseguir. Ele é um amor. A mãe, amiga da minha amiga há décadas, disse que ele é muito responsável, mesmo aos quatro anos. Nos encontramos supostamente ao acaso numa mesa de shopping, pouco depois da minha amiga ter mencionado no carro o quanto gostaria de estar com as suas duas melhores amigas, sentindo saudades, residindo também nos Estados Unidos. “Queria que a Rosana estivesse aqui”, disse ao seu querido de anos. Achei bonito. Ela no exterior, eu em Curitiba e a outra amiga no Rio. Fiquei comovida. O neném de colo havia crescido e se transformado num adorável menino de quatro anos, desde o último aniversário possível estarmos juntas reunidas, conforme a vontade verbalizada da minha amiga, uma hora antes do filme programado pela criança.  A mãe bastante dedicada, presente, solteira, estava naturalmente cansada por causa das exigências do trabalho durante a semana. Comecei a chorar um pouco na mesa, sem conseguir conter a emoção. Também estava com saudades das amizades de anos. “Você acabou de falar e não quer que eu chore por você!” Na umbanda, a unanimidade diz que sou filha da Oxum. Tenho outros pais espirituais também. Não aguento deixar de manifestar, involuntariamente, certas cenas comoventes. “A ficha” do significado daquele encontro “ainda não havia caído” para a minha amiga. Chamei a sua atenção para os fatos: a beleza da sincronicidade junguiana num dado instante e lugar do planeta, que nunca mais repetirá. Vinte e um anos havia passado, desde que começamos a nossa amizade num curso básico de astrologia. A mãe do “Fábio” evitou, a princípio, as fotos por causa do cansaço. Argumentei que já estava vendo as olheiras dela, direto, há uma hora e, então, poderia vê-las depois. Ela riu e deixou. A gente se lembrará dez anos depois, ressaltei.   

O Fábio realmente me fez feliz. O bom dele só pode despertar o meu bem maior: o carinho flexível desdobrável. Sendo responsável, ele sabe o que é importante fazer, inclusive para agradar, escolhendo o seu modo não retilíneo de colar todas as suas etiquetas daquele momento numa caixinha para óculos de dois lados. O que eu poderia dizer – e disse, respondendo sinceramente a um menino inocente, sorrindo maroto pra gente, e com aqueles olhos que só querem agradar? Grata, meu amor.

 

O Gayatri Mantra

Recito o Gayatri, mantra milenar indiano, desde 1997 (mais hoje em dia, nas ruas e meios de transporte), de uma outra forma, mas sempre que assisto esse vídeo acho muito engraçado. É verdade.  Gosto desta versão do Gayatri. A música é agradável, oriental, e ele dá uma ideia visual da importância do mantra para a nossa mente. Os benefícios são vários, inclusive proteção. Está relacionado à luz do sol para a mente e o coração, afastando a escuridão. Sai Baba dizia que a gente poderia esquecer outros mantras, mas esse mantra solar recitá-lo todos dos dias.
  

 

 

Third eye activation 

http://youtu.be/ewapKUCHXyc

Uma boa sugestão associada ao texto sobre frequências. Excelente vídeo em inglês pausado, simples, a respeito do desenvolvimento da visão e da audição através do processo meditativo. Belo vídeo de apenas 7.21 minutos. 

 

 

 

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