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Num determinado momento do aqui e agora: a distinção entre o existente na nossa realidade; o possível de existir, caso se faça isto ou aquilo outro; e o inexistente. Saudável percepção, sem ilusões, inverdades e sofrimentos vãos. Uma verdade existencial: a realidade é mutável, impermanente, e depende de inúmeros fatores. O que não pode faltar em um caminho escolhido: amor e amor próprio.

 

  
 


 

 

 

O céu rosa do amor universal e os quatro pontos cardeais

 

 

 

O céu rosa do amor universal e   

os quatro pontos cardeais na astrologia


  

"Ter fé significa acreditar naquilo que você não vê;

a recompensa dessa fé é ver aquilo que você acredita".

                                           Santo Agostinho 

 

Parte I - 13/08/2012 

Rosana Uchôa

 

Já olhamos tantas coisas que nunca vimos na verdade.

Qual a fonte do amor universal? Qual o destino do amor universal?

Já havia visto um céu rosa, mas não tão rosa como naquele pôr do sol no parque Tanguá em Curitiba, agosto de 2012, entre 17:45 e 18:20. A hora da Ave Maria. Em torno da hora mítica, quando cantam louvores à Nossa Senhora e “Ela atravessa o céu com Sua aura infinita cor de rosa”, o amor universal, provavelmente abençoando a humanidade e inspirando as consciências.  

Embora a máquina não apreenda a visão celeste tal como se lá estivesse, tirei fotos para revelar. Na minha máquina não ficou propriamente a realidade ocorrida, e o micro altera mais uma vez as cores, conforme a sua programação. Achei bem diferente da realidade observada pelos olhos que Deus me deu. Os corretos conhecimentos astrológicos por si não me fizeram refletir sobre a coloração do céu de entrada na área dos relacionamentos pessoais, a casa 7. Nunca havia pensado sobre isso. Nem no Tanguá, mesmo há anos admirando os mistérios e a beleza natural no preservado parque florestal, uma hora e pouco andando de casa. Só na estrada voltando para o Rio, cidade com um passado sempre relembrado no caminho do desapego entre dois mundos, enquanto os passageiros, exceto o motorista, dormiam serenamente as horas da madrugada. Rio de Janeiro: trabalho, estudo e provas. Comecei a escrever alguns trechos deste texto, mentalmente.  

Passamos pela existência entre o visto, o apreciado, o assimilado, o conflitado e o desapercebido, no externo e no interno. O sistema solar reside em nosso coração. Há certos momentos quando nos parece conseguir acessá-lo para perceber as nuances. Entretanto, por vezes é necessária uma circunstância ou pessoa para ligar a nossa consciência, a respeito de um ponto significativo ainda na sombra oculta, fazendo a ponte entre a mente, o coração, a consciência da interação dos dois dentro da gente, e o Cosmos.  

O rosa cobria o céu e o sol terminava de se pôr, e mesmo depois de não ser possível mais vê-lo, se ocultando no horizonte oeste, local onde o sol desce de nossas vistas até o dia seguinte. O azul escurecia e expandia as suas fronteiras pouco a pouco. Nuvens cor de rosa formavam linhas horizontais, escrevendo um céu jamais igual, sem repetições. A construção do Tanguá mudou de cor e se tornou nitidamente rosa. O céu em si não traduz apenas conotações individuais, particulares, pessoais. Ele é universal, transpessoal, coletivo, incluindo, sim, cada ser, pessoa, planeta, estrela, animal, vegetal, mineral, os elementos da natureza (fogo, terra, ar, água e éter) ou objeto inanimado. O sol nasce (e morre) para todos, em geral se diz, excluindo a morte diária, dispensável interpretação para um velho ditado popular. De manhã cedo, ao nascer do sol, o rosa aparece, porém não como no pôr do sol, ao menos como já tenha observado até hoje, de qualquer jeito significativo para as minhas experiências. Dizemos talvez ter tantas coisas: nome, forma, familiares, amigos, bens, trabalho, tempo e energia para administrar o trajeto no decorrer dos anos.  

Existe a hora no céu do amor universal?  E existindo, quando o amor universal está mais evidente no Céu e na Terra? “Assim na Terra como no Céu”?  As vinte e quatro horas,  poderiam dizer corretamente num tom genérico, nada conclusivo, quando queremos entender alguma coisa que seja. Em primeiro lugar diria que somos indiferentes a uma série de circunstâncias, até corriqueiras, e podemos nos perguntar, por que? Por que pessoas nunca repararam o possível céu rosa no pôr do sol? A gente sempre costuma reparar quando damos importância a algo ou alguém. Não percebemos no externo, quando falta acessar o interno, inconsciente por uma e várias razões. O Budismo valoriza se buscar perceber contextos pelos quais temos sido indiferentes e entender o porque, ampliando a atenção consciente ao redor. Diria que os estudiosos analisam e argumentam as teorias. Os cientistas pesquisam as explicações racionais, elaborando novos inventos e apurando as soluções médicas. Os matemáticos aperfeiçoam os computadores e os programas. Os buscadores da alma acreditam e confiam no significativo à existência. Ainda não nos detemos a maior parte do dia na consciência do amor universal e, então, por este motivo, sabemos pouco sobre ele. Exercitamos abrir esta perspectiva da consciência, quando, por exemplo, desejamos sinceramente a felicidade dos seres e tomamos pequenas atitudes práticas acessíveis em relação a este bom propósito, nem sempre confiado por uma fração da humanidade descrente e voltada aos interesses imediatos particulares.    

Enquanto consultora, tenho percebido uma parte significativa das pessoas, mulheres e homens, em conformidade aos objetivos quando procuram, pretenderem a satisfação pessoal, mas não necessariamente proporcionar a felicidade à uma outra pessoa ou à sociedade. Acaso nunca havia reparado um céu rosa (amor) logo após o pôr do sol, hora de relacionamento pessoal, parceria, casamento, um convívio de amizade mais próximo, tendo nascido numa cidade grande? Deus é bom. Deus é sempre bom e amoroso! Nessas horas os astrônomos conhecem as explicações razoáveis para os fenômenos do universo.

Há uma coloração vermelha (raiva e sexualidade) e alaranjada (cor mental devocional), mais comuns, dependendo do anoitecer. A casa 7 na sinastria também participa no caso de amizades mais próximas de anos, sem nada a ver com sexo, por exemplo.

O amor universal está dentro e fora, ao redor de nós: acima, embaixo e ao lado, nos quatro sentidos da vizinhança, nos pontos cardeais – norte, sul, leste e oeste. Não é uma divisão estanque em quatro. Apenas repartindo em quatro para melhor analisar um eixo. É uma mandala. A cruz dos pontos cardeais também representa as nossas divisões, porque ainda não consideramos a totalidade com a mesma importância, privilegiando ou depreciando certas partes. E, além disso, mesmo que quiséssemos, não poderíamos estar em todos os lugares, ocupando todos os nossos papéis ao mesmo tempo: numa determinada hora se trabalha ou se relaciona com a família e o cônjuge, por exemplo. Cuidar das crianças pessoalmente durante o dia ou trabalhar para ganhar dinheiro, o dilema das mães. A nossa personalidade, vontades e maneiras de agir, ou o mesmo de uma outra pessoa, sempre diferente da gente. O caminho do meio, então, o centro da cruz, exatamente onde Jesus morreu e depois ressuscitou para nos ensinar o amor universal.  

Abaixo de nós se encontra o amor universal de igual maneira, como em cima, e mal conseguimos enxergar a sombra, tal como quando o sol, dia a dia, mergulha na linha do horizonte. Tantas vezes indiferentes ou aversivos, porque temos a opção de nada pretender nesse sentido do direcionamento menos usual de gratidão a Deus e ao mesmo tempo de sentimento de integração com a totalidade, excluindo o conteúdo fora das fronteiras percebidas, seguras, desejáveis e compreendidas num dos quatro pontos cardeais. Parece suficiente situar-se ao norte, leste e oeste para se considerar feliz, contente e realizado. Na sociedade moderna aprendemos a valorizar a nossa personalidade e as ações de nossa identidade ao abordarmos os acontecimentos e os propósitos – leste, casa 1 astrológica; e o norte: objetivos, metas, chefia, lideranças, autoridades, ascensão, sucesso e nas mais diversas áreas da auto-satisfação que se pode atribuir à própria vontade, dedicação, disciplina, persistência e desempenho - a casa 10 astrológica.  

Na astrologia, situar-se ao lado em termos de relacionamento pessoal significa para os estudantes budistas o caminho do meio entre o eu e o outro, a casa 7. Para algumas pessoas pode, de maneira diversa,  representar as seguintes opções radicais: companheirismo e felicidade, ou no extremo oposto, inimizade e infelicidade. Juntam as mãos e se amam, ou se tornam inimigos declarados num cabo de guerra extenuante. Acontece também, mas não precisa mesmo ser assim com ninguém, independente do que aconteça e já tenha acontecido. A área dos relacionamentos pessoais, nesse caso, desperta a traumatizada e sofrida polaridade contrastante entre o amor verdadeiro desejado, amado, e o inimigo declarado sem caráter, o de propósitos falsos ameaçadores, quando surgem, então, do nada os guerreiros implacáveis de algum lugar do passado, corajosos, dispostos a resolver qualquer problema sério, e até uma guerra (individual), se necessário, dramatizando a cena. Um nome de filme que exemplifica bem essa situação seria Dormindo com o Inimigo. Duro de Matar também é um nome de filme interessante, que nunca assisti. Um dia se está apaixonado e repleto de amor pela esposa ou marido, para tempos depois constatar pelos fatos que se casou com um inimigo perverso. Obviamente inúmeras relações não possuem este enredo. É apenas um exemplo. Ou numa versão alternativa: esse aqui é o verdadeiro e aquele lá é o inimigo, o falso, dividindo a concepção das pessoas em duas polaridades extremistas: a verdade e a mentira. A luta do bem completo contra o mal absoluto das histórias infantis. A mulher de casa e a amante ou a prostituta, que vende o seu corpo e talvez até a sua alma por dinheiro, ou uns trocados de pouquíssima valia na eternidade.  

Nesse contexto, também surge o Buda da compaixão sugerindo se meditar em silêncio sobre gostos, amores, raivas, aversões e indiferenças para desfazermos nós antigos e profundos da psique, numa pitoresca oportunidade evolutiva consciencial, racional e emocional, desejando de coração e bom grado felicidade a todos os seres.  Se por acaso se apaixonou, entrando sem querer num estado de amor, ou se sente muita raiva e ódio pelos inimigos, brigou em casa ou no trabalho e está com as emoções e a talvez razão dos argumentos a flor da pele, insistindo, pára e medita, é importante entender. Esses sentimentos estão dentro por alguma razão antiga, pretérita. Renascem também, possivelmente por suas razões de um passado com outros personagens e circunstâncias não exatamente as mesmas, mas lembram, pois elas abrem os arquivos da memória emocional. Mesmo uma situação, sentimento ou emoção nova por completa, fazemos uma ponte de referências conscientes e inconscientes analógicas. Não é de agora, qualquer emoção visceral que toma conta de uma hora para a outra e a gente fica ali naquele estado, sentindo e pensando forte de um modo específico contundente e expressivo manifestado. As reações são diferentes para diferentes pessoas. Isso é claro. Acontece, de igual maneira a um sentimento de tristeza e solidão reativas advindas de agressões morais e presenciais a quem se respeita e aprecia, por exemplo. O Lama Padma Samten incentiva parar para se meditar e estudar os sentimentos que emergem de dentro, aproveitando para resgatá-los, considerando-os importantes sob o ponto de vista do autoconhecimento e da superação, minhas as palavras. Não é simplesmente atribuindo determinadas características pejorativas, até para se justificar como certo e acertado, acima de qualquer suspeita, num patamar decidido de atitudes inquestionáveis, de competência e nível de compreensão, mesmo que em parte saibamos do que se trata numa determinada pessoa diferente da gente. Raramente conhecemos todas as motivações conscientes e inconscientes, ou as circunstâncias. Nem da gente. As vezes desabafamos os acontecimentos persistentes de anos, décadas. Vem a tona, no caso.

Carinho, respeito e diálogo, que lindas palavras, quando servem a seus destinos sinceros de proximidade humana e entendimento. Que descubram as verdadeiras causas do sofrimento e superem seus obstáculos. Que descubram as verdadeiras causas da felicidade e os meios de atingi-la, sem causar sofrimentos aos seres. É assim a oração budista. Se desejamos felicidade a quem eventualmente se atormenta e nos aborrece porque estão envolvidos em suas problemáticas e dizendo apenas felicidades pessoais, enquanto agem de modo também não feliz com outrem, não terão mais motivos para defesas - e ataques - por intermédio de atos e palavras. Certas ações indevidas alteram completamente o possível observado e há tempos vivenciado. Se tornarão felizes e contentes em suas vidas satisfeitas sem perigos externos ameaçadores ligados às perdas, críticas, condenações e mortes num mundo construído certamente transitório.  Há uma lógica na bondade e na realidade.   

Já o sul – em baixo - podem parecer dispensáveis os aprendizes, as sementes, as crianças, digamos assim, os subalternos, os considerados não tão adiantados ou até menos numa ou mais determinadas classificações. Agregam os trainees e os que estão em processo de desenvolvimento e crescimento em algum setor da existência. Uma possível leitura da Casa 4 astrológica. Surge, então, uma suposta ameaça aos padrões de estabilidade à estrutura construída: a hierarquia de uma gama de valores considerados familiares, habituais e melhores, que obedecem de modo rígido a certos requisitos ancestrais.    

Numa fase da vida temporária, consciencial, entram no avião de caça aos inimigos perigosos e viajam o mundo levando uma maça na mochila. Quem é o todo mal? A mulher! Nasceu assim. A culpa é, em geral, todinha das mulheres. Não, o mundo não é machista. Nós mulheres temos ainda muito o que aprender, dia após dia, o que uma grande quantidade de homens já sabia bem antes de nós. E o amor universal? Ele é sincero, bom, respeitoso, não invasivo e consciencial. Muitas mulheres nunca se relacionaram fisicamente com homens casados e nem pretendem nunca que isso aconteça. E nem fantasiam realidades corretamente estabelecidas. Situações inusitadas, surpreendem, nunca se espera e nem se cogita ou imagina, nem de longe nada parecido da ficção científica. Há versões. Por outro lado, há muitos homens hoje em dia querendo que as mulheres sejam felizes num mundo onde não seja apenas dos homens que se comportam sempre da melhor forma acreditada. Todas as pessoas têm um arquivo das memórias e sabem para elas o que é felicidade e sofrimento: já passaram pelas experiências de alegria e dor.  Confiamos em Deus.  

Há objetivos a partir de pontos de vista alheios a respeito do que seja importante e significativo no mundo. Nem sempre igual a gente raciocina tal como pensam e até desejam diferente de nós. Existem regras gerais, sem dúvida, disciplinas, e espaços particulares. De qualquer modo, projetamos nossos valores, gostos e medos. Determinadas atitudes podem ser interpretadas de maneira diversa aos propósitos de quem gerou os atos. Desconfiamos. Por outro lado, desconfiam das nossas intenções e características por este motivo, acrescentando uma série de novos atributos, nem sempre verídicos, influenciados por gente de fora, - lembrando que a intuição é a primeira a chegar. Isso acontece quando os nossos pensamentos e comportamentos não correspondem exatamente aos parâmetros usuais de um ser, que se considera bastante bem tal como é, com a sua maneira particular de ver o mundo e vivenciá-lo de uma certa maneira conhecida pelas informações que lhe chegam aos olhos e ouvidos, mente, desde a infância, e através das experiências pelas quais passou, externa e internamente, no coração.  Errar é humano.

Hoje em dia a gente perturba quem nunca conhecemos e nem nos conheceu, mesmo sem querer, e afirmam entender tanto a nosso respeito por suas razões. Criticam, reclamam e agridem pela Internet. As pessoas se abalam com a falta de dinheiro de alguém, a doença, a tristeza, a velhice, a morte. Enfim, todas as características que Buda um dia também se sentiu abalado - e até entrou em crise antes de se tornar um Buda, o Buda, porque estava, até então, protegido dentro do seu palácio de altas muradas desde a infância dos mundos - ao vê-las estampadas nas ruas da sua cidade, exatamente onde residia. Se refere à problemática da totalidade da raça humana em alguma fase ao longo da vida. Buda saiu do seu palácio protegido consciencial e viu o que lhe pareceu, ainda jovem e sadio, um velho embriagado. Este fato ocorrendo antes do segundo nascido, nessa época, sair de sua crise de valores e se desenvolver como ser humano integral dotado de amor universal. "E você que escreve no www.planetafuturo.org, quem você está vendo?"  "Estou vendo Buda."

Mesmo quem tenha alcançado os considerados motivos de felicidade, podem sentir medo de perdê-los, e por este motivo agem muito errado, por vezes, para preservá-los. Sabem que há pessoas em condições as mais diversas. Sofrem também, muito mesmo,  pelo desespero das perdas e o estigma da competência daqueles infalíveis que não erram nunca, pois tudo é sempre justificado e bom para quem faz, por vezes, mas nem sempre, enquanto se é bem visto pelas conquistas externas nos erros reconhecidos sob controle da apreciação. Internamente somos seres em evolução. Buda sofreu, temeu pelo mundo, e resolveu descobrir caminhos de tornar as pessoas felizes e não infelizes. Saiu do seu palácio de felicidade só para si e a sua família. Dedicou a existência para a felicidade alheia, ao invés do tempo desperdiçado para ferir, a começar por palavras indevidas, aquelas que conseguem se expressar porque vem de dentro mesmo. Não há um outro lugar para as palavras virem. Essa é a diferença fundamental entre os Budas, a natureza de Buda dentro de cada ser, e ao mesmo tempo nós os ignorantes: imersos no amor e também nas projeções do desamor.  

Em certas ocasiões, nos sentimos parte integrante do amor universal e esse amor sincero e bom se propaga, unindo os seres e as suas afinidades mais que qualquer objeção simplória imediatista. O tempo se encarrrega de explicar as circunstâncias para todos nós: no aprendizado não há exceções e nem excluídos. Somos aprendizes e parte do amor universal, cada um no seu lugar. E quando não está certo ainda para uma totalidade completa? Algo equivocado por algum motivo? Alguém, de onde menos se espera, se lembra a seu modo do caminho para Deus e avisa. Alguém age, fala, canta, escreve, comenta, ri muito, pinta, dança, pesquisa, informa, reclama, faz silêncio completo, grita, chora ou apita. Geralmente acontece alguma coisa - menos a total indiferença.  

Quando predispostos, não nos pertence: recebemos a luz. Somos receptivos no sentido do tema amor universal. Quando estamos predispostos, não pertence a um outro diferente de nós: irradiamos a luz. Recebem os receptivos. Nada recebem os não receptivos. Quando recebemos demais, recebemos o que não devia: positivo e negativo, bons e maus pensamentos, boas e más condutas, cargas energéticas, inclusive, de maneira acentuada, não digerível na sua totalidade. Eliminamos do nosso ser – uma parte, os excessos. Sobrecarregamos o espírito ou o deixamos aquém de suas potencialidades naturais a serem exercidas e desenvolvidas. Aprendemos o melhor sentir, amadurecemos através do tempo e das crises.  

Felizmente, os criativos são bastante intuitivos, e os intuitivos, por sua vez, são bastante criativos, porque ambos, os criativos e os intuitivos, por apreciarem elaborar e recriar a rotina, lidam facilmente com as informações novas, não disponíveis num primeiro momento, dispersas, aparentemente desconexas, porém existentes, mesmo quando ainda inconscientes, no âmago da realidade, movidas por fortes fatores ocultos, quase em segredo, mas consistentes num plano simbólico ou físico.  Os olhos se voltam naturalmente para o que lhes parece diferente e atípico, mesmo que em certos momentos até pareça simplesmente vulgar, estranho, vulnerável, fragilizado ou amoral a alguns. Intuitivos e criativos sabem concentrar, encaixando peças, por vezes soltas, até solitárias, porém ligadas num quebra-cabeças dos não massificados, por intermédio de sua arte expressiva, a manifestação de uma linguagem familiar. A intuição é irmã da criatividade. E a intuitiva é irmã do criativo. Ambos se inspiram. E respiram, livremente a rebeldia de ser. Apreciam os de bom gosto. Sempre irmãozinhos em todas as circunstâncias? Não. Sempre não. Tudo, nada, sempre e nunca são extremistas. O caminho do meio, onde se pode escolher alguma coisa do bem.  

A predisposição por determinadas inclinações faz a diferença. De acordo com Deus, quais os atributos do amor universal?  Eventualmente podemos colocar uma jarra de água num rio corrente e delimitar a água dentro do recipiente. Ainda apreciamos mais as jarras que os rios. Queremos ser felizes e evitar o sofrimento nosso e alheio. A jarra possui uma forma e aparentemente é estável, segura. O rio flui e nem sempre está ao nosso alcance captá-lo dentro de um pequeno recipiente que seguramos na mão. No rio fluente perdemos o controle. Mesmo com todos os cuidados e disciplinas ao longo dos anos, algo pode acontecer, acontece mesmo, e não conhecemos precisamente os percursos e acontecimentos, mesmo durante um trecho confiável da existência, e em especial depois da morte e na próxima encarnação. E, então, quando nutrimos expectativas desnecessárias; ou perdemos uma fonte de gratificação, seres amados; se estamos associados com o indesejável; ou se não temos o que gostamos, sofremos. Esse é o conceito básico budista sobre a existência do sofrimento, uma das quatro nobres verdades de Buda.  Há buscas no trajeto, acasos inesperados, trabalhos, estudos, entendimentos, disciplinas, riscos e experiências.  

Diante de um céu cor de rosa, o amor universal: O amor universal direcionado a todos os seres; nunca havia pensado a este respeito, percebido dessa forma; sentindo assim; o amor psíquico; um surgir criativo; a conexão com a fonte Cósmica; a liberdade de quem já é livre para ser, sem declarar inutilmente um ser de si mesmo;  o amor pessoal; ou complexas projeções de um interno previamente existente? Não conhecemos todas as correntezas. Há aqueles que simplesmente saibam boiar naturalmente, olhando o céu a começar de si, feliz da vida e pela vida, por amor ao que acredita e sempre acreditará sem duvidar do que vem de dentro do coração. Quem sabe? Quem sabe o quanto já somos livres? Existe escolha ou sou escolhido(a)?  Escolhemos, ou somos escolhidos pela criatividade, pela percepção, pelo amor universal, pelo amor psíquico, pela entrega à conexão cósmica, pelo amor pessoal, pela liberdade de ser, pelo amor de Deus por nós, ou pelas nossas projeções inconscientes dolorosas, por vezes na suposição da felicidade completa pessoal, causando infelicidade alheia a partir de condutas desnecessárias? Aprendizes somos todos. Aquele lá de cima disse que muitos são os chamados e poucos são os escolhidos – Jesus Cristo.




 

 

 

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