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Num determinado momento do aqui e agora: a distinção entre o existente na nossa realidade; o possível de existir, caso se faça isto ou aquilo outro; e o inexistente. Saudável percepção, sem ilusões, inverdades e sofrimentos vãos. Uma verdade existencial: a realidade é mutável, impermanente, e depende de inúmeros fatores. O que não pode faltar em um caminho escolhido: amor e amor próprio.

 

  
 


 

 

 

As dualidades em tudo que há, signo de Gêmeos

 

   

AS DUALIDADES EM TUDO QUE HÁ, SIGNO DE GÊMEOS,  

E A BUSCA DE UM SENTIDO DE COMPLETUDE

Rosana Uchôa

05/06/2013

 

UMA REFLEXÃO ÀS DUALIDADES DA VIDA, REFERENTES AO SOL NO SIGNO DE GÊMEOS, UMA HISTÓRIA REAL

RETROSPECTIVA NO MAPA ASTROLÓGICO DA SEMANA DA LUA NOVA, A PARTIR DE 09 DE MAIO DE 2013, COM O SOL AINDA NO SIGNO DE TOURO 

 

O SOL INGRESSOU EM GÊMEOS NA FASE DA LUA CRESCENTE

 

Espero, nesta leitura, contribuir com algumas reflexões a respeito do tema: as dualidades na vida. 

 

ÊNFASE NA CASA 5 DOS FILHOS E DAS CRIAÇÕES:  

Dia 02 de maio de 2013 nasceram os gêmeos de uma família, signo de Touro, de dois óvulos diferentes: um mais moreno e o outro de pele clara. Sou amiga da mãe dos bebês e seus pais. Desde o quarto mês de gestação a mãe sabia que um dos meninos apresentava problemas cardíacos e que ao nascer deveria se submeter à cirurgia. Visitei na UTI do hospital os bebês da amiga, na Lua Nova, nascidos no oitavo mês. Guardei os pertences do lado de fora, lavei as mãos, coloquei toca para os cabelos, máscara e avental de hospital. Entrei com amor, e rezando... num local repleto de bebês prematuros em incubadoras.  

Depois de já estar rezando, a avó, também minha amiga, notou que estava com o cordão de Nossa Senhora (das Graças), que uso sempre há anos, e o anel de Sai Baba (idem).  

Ela perguntou para mim: “Elas não disseram para você tirar? Elas sempre dizem para tirar”.

- ‘Não, elas não viram, então.’

Continuei rezando para Sai Baba e Nossa Senhora.  Coloquei o anel de Sai Baba pelo lado de fora da incubadora e disse baixinho para o bebê cardíaco, com tubo para se alimentar: “Neném, você está vendo? É o ‘tio’ Sai Baba!”   

Tio foi brincando, porque não existe, e maneira carinhosa de dialogar com o bebezinho e com Sai Baba (Pai espiritual), que sempre ouve na Sua onisciência dos menores pensamentos. Um ser iluminado é Pai de toda gente, porque não ama de uma forma restrita. A gente reza pelo bem, pelo melhor, mas nós nem sempre conhecemos o que seja o bem, o certo, a dimensão total das circunstâncias, o melhor de acordo com Deus e para aquele outro ser que estamos rezando. ‘Protege, cure e olhe ele... Seja feita a Vossa Vontade, Pai’.   

Um outro bebê na incubadora estava chorando bastante fazia tempo..., então rezei na mente, dizendo para ele que precisava rezar naquele momento, e rezei por ele também, e por todos, como estava querendo: Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós. Ele parou de chorar naquele instante. Ficou bem tranquilo. Não chorou mais. Continuei a reza para o filho da minha amiga.  

O outro bebê da minha amiga já estava vivendo fora da incubadora e foi dormir no colo da mãe. Rezei junto com a mãe também. Olhei pra ele na certeza absoluta de sua saúde. Bem grande, forte e bonito ele. Feliz por ver que faltava pouco para o menino ir para casa. Um dos bebês chegou em casa na Lua crescente, para a felicidade de todos; e um deles desencarnou na Lua Nova, não resistindo, depois do cateterismo, e por apresentar uma série de problemas físicos relacionados ao coração.  

 

MAPA ASTROLÓGICO DA LUA NOVA - MAIO DE 2013

 

 

 

PLUTÃO NO SIGNO ASCENDENTE, O DEUS DA MORTE, DO RENASCIMENTO E DAS TRANSFORMAÇÕES SOMADO AO IMPREVISÍVEL, RÁPIDO, INSTÁVEL, REPENTINO E IMPERMANENTE URANO, SEM COMPROMISSO DE MANUTENÇÃO OU DURABILIDADE, NA CASA 4 DA FAMÍLIA.    

SATURNO, SENHOR DA FOICE E DO KARMA, PRÓXIMO À CABEÇA DO DRAGÃO - APRENDIZADOS OBRIGATÓRIOS, CAMINHO DOS DESENVOLVIMENTOS A SEGUIR E DESTINO - NO SIGNO DE ESCORPIÃO, REGIDO POR PLUTÃO. SATURNO REGENTE DO ASCENDENTE EM CAPRICÓRNIO CONJUNTO À PLUTÃO.  NETUNO, REGENTE DO ESPIRITUAL E SENSÍVEL PEIXES, CONJUNTO À CASA 3 DA COMUNICAÇÃO.  

Ao saber da morte fui visitá-los, e ao pai dos gêmeos do signo de Touro. O casal com a cara de choro e mais choro, é claro. Conversei com as palavras que penso, e também  com aquelas que nunca sabemos nessas horas onde precisamos estar. Aí pegou para mim, mexeu comigo. Senti depois a história, por um tempo.  

Disse ao casal que são jovens, se amam e poderão ter filhos, quando for a hora de Deus. Foi a Vontade de Deus, e a Ela buscamos compreender e também nos resignamos. O menino que morreu por algum motivo além do físico precisava passar pelo nascimento e pela morte num período de gestação de oito meses e duas semanas de existência nesse plano material, e ela o ama como mãe que é e sempre será para aquele que teve que vir e ir logo em seguida. Deu-lhe o acolhimento, o abrigo e o colo de mãe que precisava. Os espiritualistas compreendem a existência da vida em outros planos e reencarnação.  

Disse ao casal que muitas vezes sofremos mais porque estamos focados numa situação sem percebermos o conjunto pela perspectiva de Deus - se é de algum modo ou em pequena parte possível. Não percebemos que se trata de uma página intermediária de um livro, e que não é a última página, pois haverá continuidade mesmo que demore a compreendermos o hoje: a Vontade de Deus. Aquele ser que veio e se foi tão rápido, um ser eterno, precisava passar pela experiência de oito meses de gestação e quinze dias de vida por aqui – FATO. Um dia, acredito, eles vão se reencontrar de uma outra forma: seja ele nascendo de novo, seja no astral numa condição diferente da atual. O momento presente é uma fração em nossa consciência, mas não é o todo não. Os seres do mar, netunianos, falam a mesma linguagem, e, portanto, se compreendem sem grandes esforços de maiores explicações. O marido dela acenou que sim.  

Visitei a família na semana de Lua crescente, quando o bebê da minha amiga chegou em casa. Ela disse para mim que estava chorando muito de luto e ao mesmo tempo bem feliz pelo filho que acabou de chegar - para ela criar por toda a vida pela frente... e pelo marido que ama e é amada por ele. Um bebê vivo e outro já falecido. Ela disse ter sentido raiva de Deus, revolta. Agora está mais conformada, porque a tal felicidade completa total não existe na vida de ninguém, continuou, buscando o entendimento. Ela chegou às suas conclusões e disse haver pessoas no dia a dia que representam papéis de felicidade completa – utilizou este termo - mas em toda família existem problemas, mesmo quando não os admitem, sem citá-los para os outros. Achei comovente a minha amiga naquele momento forte dela, vestida de preto, nitidamente chorando muito por horas, dizendo estar indignada com as pessoas que atuam na vida para representar papéis de felicidade completa para os outros, enganando a todos os ouvintes, segundo ela.  

Assim é a vida nesse mundo dual: alegrias e tristezas, saúde e doença, ganhos e perdas, encontros e despedidas; dores e prazeres; amores e desafetos; boas surpresas e decepções; o que vai adiante e o que finaliza uma etapa importante. Depois de querer manter o filho vivo e saudável, sofreu pela primeira vez ao sentir e perceber que não seria apenas feliz para sempre depois de seu bom matrimônio e bons filhos.  

Deus não realiza todas as nossas vontades individuais, e nem nós e nem as pessoas são como a gente idealiza que sejam; e por maior que ocorra na vida de alguém ‘a conquistada felicidade’ sempre haverá um ou mais problemas significativos, em especial quando nos apegamos ao desejo ou ao medo de perder o anteriormente almejado e obtido, ou seja, o medo de alguém roubar ‘um objeto, uma posição, ou ser’ de nossos desejos e apegos. Nada e nem ninguém é nosso. Objetos de desejo e de amor também podem gerar ciúme, posse, controle, manipulação, insegurança, imaturidade, medo de rejeição e de abandono. A gente é sempre responsável por aquilo que a gente adquire por intermédio das compras – desde muito antes de chegar às nossas mãos, desde a matéria-prima e o trabalho empregado – e a gente é sempre responsável por quem a gente se liga por um determinado tempo de prazo. Por tantos motivos há aqueles - geralmente homens e não mulheres- , que preferem não se ligar a ninguém para evitarem problemas desnecessários, sendo supostamente independentes e autosuficientes. Por outro lado, sem ser monges e muito menos celibatários, acabam encontrando o fato de se verem sozinhos mesmo dando seus passos até à padaria da esquina e o jornaleiro; até às mulheres disponíveis – talvez - e agradáveis – talvez - por algumas horas óbvias sem grandes reflexões; ou em trajeto ao redor do mundo; ou ao redor de si mesmos. E por maior que seja um sofrimento, uma forte dor, ainda assim há alegrias e outros motivos para a felicidade genuína. E, principalmente, existirá espaço reservado e garantido para a capacidade de amar verdadeiramente, que reside para sempre no coração, querendo ou não a vontade consciente, seja onde for nesse mundo ou em qualquer outro onde Deus nos colocar para cumprir a nossa existência obrigatória e necessária, querendo ou não determinadas circunstâncias, fatos e volições.   

Ela queria amar e ser amada, se casar, ter filhos, e um dos filhos apareceu com os seus problemas sérios no coração. Claro que ninguém planeja algum lado difícil, imprevisto, desagradável ou ruim, talvez considerado negativo de qualquer coisa, mas pode acontecer, e geralmente acontece justamente aquilo que não estávamos preparados: o necessário. Isso porque, ao querer algo, vem o conjunto completo, inclusive para a gente aprender e servir, além de usufruir o bem bom individual. Por outro lado, o não querer algo também estrutura e acarreta um conjunto completo que acontece de uma forma característica, porque sempre, seja qual for a escolha, há o lado bom e o lado difícil, e não apenas as partes agradáveis de nossas escolhas e preferências conscientes.   

Aprecio bastante a amizade da família. Durante um tempo, não mais, a situação e as circunstâncias mexeram comigo e ao mesmo tempo senti satisfação em estar presente com eles em vários momentos em dias diferentes? Sim. Chorei por ela ao vê-la chorar tanto e ao mesmo tempo por mim? Sim! Sem a minha amiga ver. Estava forte e bem junto com ela. Menti alguma hora? Não! É assim mesmo! Enquanto estava com ela, pensava nela, fazendo o que de bom havia para ser dito e feito. Quando fui para casa, entendi que também senti e chorei por mim. O ser humano é complexo, além de simples, e naturalmente racional, ativo, receptivo, sensível e emotivo. Está vivo!  

Por exemplo: Enquanto consultora, muita gente sozinha pensa num tempo considerável, até o dia todo, dependendo da pessoa, geralmente mulher; ou, nem que seja por breve lapso da distração da volição consciente, em geral homem, em se ligar ou se unir de alguma forma desejável, viável ou inviável, a um outro alguém interessante; enquanto, em contrapartida, há ‘uma turma’ pensando em se separar para ser mais feliz do que têm sido ultimamente, perto mas longe, desconectados; certamente mencionando o feliz ‘grupo estatístico’ dos estáveis e satisfeitos há anos, que sentem quando algum sofrimento acontece a um bem amado, ou quando acontece uma ausência obrigatória: a mudança de plano existencial – a morte física.  

Além disso, o amor verdadeiro e maduro nunca é e nem nunca será apenas exclusivo das horas dos sorrisos fartos, das circunstâncias todas elaboradas previamente nos detalhes, e dos abraços contentes efusivos, isso pela própria condição humana. Por enquanto ninguém pode estar em dois lugares ao mesmo tempo, a não ser por vídeo e voz, mas presencialmente ainda não. Até Buda entrou em crise existencial por causa de doença, velhice, pobreza ou morte. Sem considerar uma gama de itens não necessariamente citados aqui, que acontecem vez por outra, pela simples constatação de uma entidade estar respirando e, principalmente, estar em estado evolutivo natural, sujeito às intempéries internas e externas, com direito às chuvas, tempestades, secas, desertos, inundações, e dependendo do caso, até dos vulcões que fertilizam a terra e, por conseguinte, a agricultura coletivamente habitada, antes e depois das cinzas. Em síntese: o amor é lindo, como se diz.   

Um vulcão entra em erupção, e explode, trazendo à tona o que há de conteúdo no fundo, nem mais e nem menos, espalhando o seu fogo, a lava, misturado com a terra boa, e as cinzas do pretérito, preparando o terreno para o cultivo das variedades e um novo florescimento repleto de cores, perfumes e texturas diferentes. O insuportavelmente solitário explodiu solidário. O mais detestável era o mais amável dos vulcões. Brotaram flores e mais tons da terra negra. O vulcão explodido começou a dar flores, hortaliças e frutos às pessoas. Sem medo de ser feliz era aquele peito da terra fértil. Deitado em berço esplêndido, raiou o Sol da Liberdade. Valeu! A minha amiga queria uma boa família, e, naturalmente, filhos perfeitos. Amou, foi amada, casou, procriou e deu acolhimento aos seus filhos, seus seres bem amados, e cumpriu a sua missão com um deles, mediante o seu amor incondicional de mãe, que doa de si por inteira, fazendo três visitas por dia ao hospital. Pronto! É isso aí. Deus determina os nascimentos e as condições, incluídas num mapa astrológico de nascimento, e não a gente, como a gente pensa que quer e seja o melhor, sem saber nunca por inteiro uma história do início ao fim, e do fim e ao princípio.   

Quando a gente está bem, alguém que a gente ama pode estar passando por seus desafios pessoais e emoções, e também sentimos por isso também. Natural. O mundo perfeito é este do aqui e do agora: em constante evolução e crescimento, amando a nós mesmos e a outros seres inteiros com suas qualidades, características, processos, um tanto de desafios fáceis e complexos; e a visão de mundo dos seres incompleta, parcial, limitada ao campo restrito de percepção individual. O mundo está repleto de virtudes, talentos, problemas e aprendizados. Não falta nada. Está completo pra todo mundo, inclusive para além da vida pessoal, particular e profissional. Basta vivermos sabendo que nunca se está só completamente, mesmo quando nos sentimos muito sozinhos e solitários, ou quando agimos como se apenas nós - ou nossa família e nosso trabalho, e nossa experiência prévia, pretérita - existíssemos. A gente é que, de certa forma, ou de alguma forma característica espiritual, deve aprender a ver a beleza no caos, o mundo todo bom – em crise - , assim como ele é, certo e errado, e precisamos, sim, de transformação para seguirmos adiante, porque mesmo sendo entidades individualizadas, querendo ou não, fazemos parte integrante de um mundo habitado por uma multiplicidade de seres e circunstâncias coletivas, cada um do seu jeito de ser, de pensar e constar bastante diferente.  As experiências e motivações são completamente diversas. São mundos e estados conscienciais percebidos e as individualidades em ordem, desenvolvimento e progresso.  

Falta ainda, quando já consideramos completo: em aprendizado. Não falta nada, mesmo quando, em aprendizado, sentimos tanta falta ou vemos tantos absurdos. Num sentido pessoal, nada há para ser obtido, nem ganho e nem perdido, nem decomposto, nem construído, e tudo pode ser exatamente como é agora na paz búdica e também compassiva e meditativa do ‘Nirvana’, que o mundo continua girando sem um eu estressado, ansioso ou desejoso como tanta gente costuma achar que só pode ser assim, e costuma dizer que é porque todo mundo bom e bem sucedido pensa e faz desse modo. O presente só existe porque houve pretérito.  

Ninguém deixa de ir adiante, mesmo sem considerar o futuro; o existente atual dentro e fora; as consequências dos atos; as alternativas a serem pensadas; as inviabilidades circunstanciais e alheias; e as sementes na terra boa.  

A mente pausa em silêncio, diminuindo o fluxo das palavras.   

 

 

 

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